Do ponto em que o mundo se fez mundo
E deixou de ser idéia,
A inconstância reinou
Sobre o passado e o futuro
Mas o presente,
Permanece intocável
Dedicatória
terça-feira, 17 de agosto de 2010
Anahata
De Lábios a Ouvidos
Ayahuasca, ouvi teu canto
A Liberdade, o teu encanto
Ayahuasca, tua pureza
Nos mostra o brilho da Natureza
Hei de amar o teu gosto amargo
Para viver o teu mundo amplo
E nesta escada, subir bem alto
Rumo ao próximo degrau
Ayahuasca, tua força fecunda
Faz nascer em mim
A luz do Cristo no peito
À luz do cardíaco aberto,
A voz de Jesus,
De lábios a ouvidos
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
Somente Poesia
Poesia não se mede em qualidade
em versos ou estrofes
Poesia não se mete em rótulos literários,
nem se julga digna de honorários
Poesia não se limita às limitações humanas,
pois é a transcendência delas
Poesia não se escafandra mais em estilos,
Pois se libertou e tornou-se digna do UniVerso
E n’Ele, se mescla uma À outra,
sem autor, sem estilo,
Somente Poesia.
E se amanhã…
E se amanhã um sábio
pensar em decifrar meus versos
que seja sábio o bastante
para sequer tentar
sábado, 7 de agosto de 2010
Sêde meu servo na Terra
Sêde meu servo na Terra – disse ele -
E eu serei teu Mestre no Céu.
E se desdobrou num pó dourado
que fez brilhar sua sabedoria atômica.
Meu Heterônimo
para Marcelo Borges, pelas noites de conversa frente à mata mágica…
Eu também criei um heterônimo para mim…
Seu nome é Fernando, e como diversão,
cria seus próprios heterônimos.
Fernando é uma Pessoa singular,
Tem óculos redondos, nariz reto como seu caráter,
Um curto bigode e está sempre de chapéu.
Seu terno é velho e surrado, pois ser tradutor,
ainda que talentoso, não lhe rende muito dinheiro.
Mas Fernando, embora não saiba,
pressente o que está construindo.
Um futuro moderno, sólido, retilíneo como seu nariz.
Uma pena que este futuro já tenha até data programada
e ela seja posterior a sua morte.
Mas dessa vez, os jornais ditarão:
Morre mais uma vez Fernando Pessoa, desta vez, reconhecido em Vida.
domingo, 11 de julho de 2010
Absoluto de mim
Oh! tu, que detém todo o Saber,
Fonte da minha Vontade,
do meu Amor, de toda a minha Verdade.
Tu que descerras os véus dos mistérios,
que faz romper a ilusão, ilumina o coração
Tu que és o Absoluto de mim, hermafrodita celestial
Me conduz por esta infinita senda,
E permita que eu a compreenda
Ao nono sino serei Teu.