Dedicatória

Dedico este blog a todas as palavras a serem sentidas, a todos os sentidos a serem floridos, a todos os sorrisos e risos. Às pessoas prontas para sorrir e às maduras o suficiente pra chorar. Dedico a quem sabe amar e gargalhar... a quem pode se orgulhar! Dedico também à espontaneidade, que é mãe da boa poesia e da filosofia. e já que falamos da mãe, falemos também do pai, que é o sentimento que semeia a espontaneidade para gerar sublime deusa, poesia. Dedico à poesia, a poesia. Ao amor, mil utopias. Dedico este blog a quem me faz sofrer, já que o sofrimento é irmão do sentimento, que é pai da poesia. dedico também, e principalmente, aos amigos de verdade, àqueles que — nem eu nem eles — não têm falsidade.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Eu lhe prometo


Eu lhe prometo uma Vida, meu bem
Uma Vida como outra qualquer, nada além...
Lhe prometo momentos de irrestrita alegria
Mas também lhe prometo temporárias monotonias.

Lhe prometo uma Vida Real.
Onde serás minha honrada Rainha
mas não poderei fazer-te feliz para sempre,
Pois estaremos num conto de fadas nem tão ilusório assim.

Não te prometo qualquer coisa que quiser, não,
Pois isso só funciona em filmes
que não mostram lápides no final.
Nem prometo tudo que for meu.

Prometo precisar do meu tempo sozinho,
De algumas noites com meus amigos...
Prometo, de pés juntos, que vou errar,
e talvez te decepcionar.

Mas prometo, acima de tudo,
que vai recompensar.
Prometo que lá no final
vamos olhar para trás e nos regozijar.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

O mundo todo é um só mundo
E assim como a Verdade
Não se limita a uma só bandeira,
pessoa, ídolo ou talismã.

É a Verdade Absoluta como o Sol
Que recobre o bom e o mau,
O rico e o pobre
Em igual intensidade de calor e de luz

E assim como a Luz,
É invisível aos olhos a Verdade, por si só.
Mas ao mesmo tempo, sem ela,
Invisível seria o mundo.

E num abismo escuro e sem fundo
Cairia a humanidade
Sem conhecer um palmo à sua frente
Sem conhecer, sequer, o conceito de frente.

Sêde tu, à Verdade, fiel como os profetas
E serás, quiçá, em tua época,
Taxado como insano ou mal intencionado
Mas lembra, sem esquecer do teu tamanho:
Assim o foram Buda, Sócrates, e até Cristo!

Mestre e Discípulo

Fui teu escudeiro e amigo fiel
E com meu brado o ajudei
a espalhar teu canto inqueridor
aos quatro cantos de uma terra carente de moral

Aprendi, pelo teu exemplo,
A questionar tudo que vejo, penso e sinto
Para compreender que muitas vezes
Até para mim mesmo minto.

Vi-te honrar teu princípio de fidelidade
ao defender teu propósito
até a última gota do veneno
destilado pelos imorais.

E em tua honra, e pelos meus princípios,
Repliquei a tua história na palavra escrita
Pois entre tantos sábios discípulos
A mim coube o feliz destino de transmitir teus ditos.

E mais de dois mil anos depois,
Ainda é de ti que lembram,
Todos os homens do mundo,
Ao lembrar os frutos de uma pátria que vestiste como tua.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Quatro Elementos

És tenra, és terna,
Oh Terra Eterna,
Rodopiante membro
de um ínfimo sistema neste Universo Solar

Em Revoluções Evolutivas,
Oh Terra Eterna,
Transforma estes versos e permite a inúmeros diversos
Aprofundá-los dentro de si no ponto que melhor lhes couber

És Tetrade Una
Oh Terra Eterna
E em seus ciclos mantém os Quatro Elementos
Formadores desta dimensão terceira.

Guarda a Terra os segredos de outrora
Em seus registros akáshicos mais remotos
Mantém retratos de antigas civilizações
Valiosas informações sobre a evolução das almas

Vem a Água nas chuvas e nos rios
E lava as almas, levando o que não cabe mais
Purificando sentimentos, emoções e mentes
Conduzindo, com fluidez, da turbulência à calma

Traz o Vento, em seus sopros uivantes,
As músicas e as artes dos mais longínquos horizontes
E a perfeita liberdade de transformar o mundo
A cada passo, em cada estado, a cada estágio.

Surge o Fogo, Fechador de ciclos
E transmuta os frutos dos outros elementos
Com seu poder de transformar matéria em energia
Criando o mais sublime estado visível nesta dimensão.

Nesta Tétrade sagrada, é função do Homem Maduro
Respeitar, Honrar e acima de tudo Equilibrar valores,
E por fim concatenar dentro de Si,
De cada Elemento, o que há de útil a seu Ser.

sábado, 12 de novembro de 2011

Now that she's gone

And now that she's gone
I can be myself all over again
I'll finally be good
Now that she's gone

And now that she's gone
I can be lonely all over again
I'll finally eat chunks
Now that she's gone

And now that she's gone
I can get sad all over again
I don't need to be happy
Now that she's gone

And now that she's gone
I won't smell her hair all over the place
I won't see her smile
Now that she's gone

And now that she's gone
I keep asking myself: why the hell
Why is she gone,
Now that she's gone

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Lapidação

Há que ser leve, lapidar o coração
Ainda que se transforme o grão para assar o pão,
Há que ser lento o cozimento,
macio o amassamento
dura porém leve,
a moagem deverá ser equilibrada.

E só então será plena e precisa a lapidação.

Sigo sóbrio

Sóbrio transcorro meu caminho pelo tempo
Observando as sobras de um momento que passou
E a cada instante, o delicado tilintar de metais distantes me é caro
Assim como me é caro o farfalhar das folhas ao vento,
e a borboleta que se solta e percorre longas distâncias,
andando para frente, para cima, para baixo e para trás.

Sóbrio observo a Natureza, em sua tenra verdade
E analisando seus fatos, observo com a luz do passado
Meu estado presente e o caminho futuro à minha frente.
Reconhecendo que passado, presente e futuro estão todos aqui,
O tempo logo se revela mera ilusão dos sentidos.

Sóbrio procuro me manter conforme o tempo muda
E noite e dia transcorrem minha visão,
Flores, Sol, folhas secas e neve percorrem meu corpo,
Mas dentro algo se mantém estável, eterno

Sóbrio sento-me à mesa da cafeteria na calçada,
E enquanto saboreio meu café vejo as pessoas,
que passam pelo tempo sem que o tempo passe por elas.
E meu café passa de quente a frio, de cheio a vazio
Mas sem que o tempo passe por ele.

Sóbrio observo os transeuntes que vagam ébrios
perdidos em seu desequilíbrio constante entre tempo, espaço e Verdade
correndo amedrontados como coelhos ameaçados
Agindo inconscientes de si mesmos como robôs, que não se reconhecem

E sóbrio observo minha própria sobriedade
Como algo necessário em minha verdade,
Mas igualmente relativo, nisso que chamam Universo
E reconheço então, que estou sóbrio de fato:
Já não defendo meus pontos sem frieza.