Dedicatória

Dedico este blog a todas as palavras a serem sentidas, a todos os sentidos a serem floridos, a todos os sorrisos e risos. Às pessoas prontas para sorrir e às maduras o suficiente pra chorar. Dedico a quem sabe amar e gargalhar... a quem pode se orgulhar! Dedico também à espontaneidade, que é mãe da boa poesia e da filosofia. e já que falamos da mãe, falemos também do pai, que é o sentimento que semeia a espontaneidade para gerar sublime deusa, poesia. Dedico à poesia, a poesia. Ao amor, mil utopias. Dedico este blog a quem me faz sofrer, já que o sofrimento é irmão do sentimento, que é pai da poesia. dedico também, e principalmente, aos amigos de verdade, àqueles que — nem eu nem eles — não têm falsidade.

terça-feira, 6 de abril de 2010

Sonhos

Já que não tenho café, tenho a cama,
e sonhos…
Com a garota dos meus sonhos…

Caminhando nas nuvens, na ponta dos pés,
Os dois juntos, eu e a garota dos meus sonhos,
Assistindo a Lua no horizonte,
Sob os auspícios das estrelas…

E essas luzes do passado,
que nos vigiam no presente
Que estarão a pensar de nosso futuro?

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Soneto Universal

Discernir entre paixão e sentir
É tão difícil que me faz temer
Mas ao olhar para ti
Me desfaço do medo de me perder

Pois te ver é me encontrar
Nas profundezas de seu olhar
Que guarda em si os oceanos
E as estrelas do céu

E o fogo em meu peito,
Que não para de arder
Me leva a um estado de graça
No qual tudo que posso é agradecer

Agradecer ao sol por me esquentar,
À noite, por refrescar
Ao amor, por acalentar,
E ao sofrimento por ensinar

Agradecer à Terra e ao Mar,
Ao Ar, o Fogo, o Éter e outros mais,
Agradecer também aos elementais
Às fadas e aos duendes.

E nessa dança de gratidão,
Compreender o segredo fractal
De que o Universo é uma eterna dança
Repetindo cada verso de um Soneto Universal

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Lua, onde na?

Lua na, imensidão do mar
vejo teu brilho, mas não consigo te encontrar…
E eu, que te quero pura…

Ó Lua, onde na?

Certa vez

Certa vez um poeta me disse
que escrever sobre o copo,
é escrever sobre o vértice,
Mas e onde fica o horizonte, nisso tudo?

Onde poderá a Lua naScer?
Onde poderá ser?
Onde poderei estar?
Ao escrever sobre o copo, onde está o amor?

Não sei onde a Lua poderá Ser…
Alguém sabe me dizer?

sábado, 27 de março de 2010

Bem Melhor

*** Obrigado, Dr. Celso ***

- Como vai a sua Mente, filho?
- Bem Melhor, senhor, Bem Melhor.

Quando ouvi falar de ti,
Não imaginava tanto saber
Quando resolvi te seguir,
Não esperava tamanho crescer

Tua ciência me trouxe consciência
De minhas influências e sugestões,
De minhas descrenças e limitações.
Me fez questionar: E eu, em que nível estou?

E eu, que tenho feito por um Mundo Bem Melhor?
Mas se perguntas de hoje senhor,
Bem Melhor, minha Mente vai Bem Melhor.

Baú de respostas

Remoendo meu baú,
Encontrei ali muitas respostas
para os traumas de meu passado.

E me soou tão engraçado,
perceber que antes do trauma surgir,
eu já cantara a bola, e assinara embaixo.

Dor

Ah, essa dor tão aprazível,
Que sinto em meu coração
A dor de amar tão fundo, tão forte,
que o próprio amor se cala, em respeito.

Ah, essa dor, no fundo do peito,
que consente explosões de emoção
Como fogos de artifício dentro de mim,
Numa pirotecnia de êxtase espiritual.

Conforme cada pétala se abre,
O orgulho, a vaidade, o desejo,
todos se vão... e resta apenas o amor,
livre, desfilando em seu auto-respeito.

Numa reverência ensaiada,
me curvo diante de meu Mestre e Senhor.
A fagulha Crística que, dentro de mim, reina soberana
e saboreio a sua beleza eterna, tão distante da mundana.