Ele brinca com o garçom
Só pra chamar sua atenção
Toma o suco de galão
Aguardando o fim da negociação
Ela soma mil valores,
E se brinca, é com a caneta.
Se o calor dele lhe falta,
O celular no ouvido esquenta.
Focada em milhões inexistentes,
ela luta com clientes
E ele e canudo, persistentes
Esperam na fila por um pouco de atenção
"Pronto! Acabou!"
Dedicatória
Dedico este blog a todas as palavras a serem sentidas, a todos os sentidos a serem floridos, a todos os sorrisos e risos. Às pessoas prontas para sorrir e às maduras o suficiente pra chorar. Dedico a quem sabe amar e gargalhar... a quem pode se orgulhar!
Dedico também à espontaneidade, que é mãe da boa poesia e da filosofia. e já que falamos da mãe, falemos também do pai, que é o sentimento que semeia a espontaneidade para gerar sublime deusa, poesia.
Dedico à poesia, a poesia. Ao amor, mil utopias. Dedico este blog a quem me faz sofrer, já que o sofrimento é irmão do sentimento, que é pai da poesia. dedico também, e principalmente, aos amigos de verdade, àqueles que — nem eu nem eles — não têm falsidade.
sexta-feira, 10 de agosto de 2007
quinta-feira, 9 de agosto de 2007
Beijo molhado
O nosso beijo molhado,
me pegou despreparado
e devastou meu coração
afastando a ilusão
O medo e a culpa,
não são mais
a mente é limpa
e vivo em paz
a calma expande a consciência
e a alma inteira se contorce em fervor
Ajoelhado em êxtase de reverência
Lhe agradeço, gargalhante, pelo teu amor
me pegou despreparado
e devastou meu coração
afastando a ilusão
O medo e a culpa,
não são mais
a mente é limpa
e vivo em paz
a calma expande a consciência
e a alma inteira se contorce em fervor
Ajoelhado em êxtase de reverência
Lhe agradeço, gargalhante, pelo teu amor
quarta-feira, 8 de agosto de 2007
Nossas Vidas
Vou contar de nossas vidas
desmentidas, retorcidas.
Vou contar de nossas vidas
pouco a pouco reveladas.
Num cavalo galopante
minha capa dançava com o vento
De súbito, parei ao ver-te
e salvei minha donzela.
hasteei minha bandeira
ecoei minha vitória
e lancei pelo castelo
Flores vinho e muita carne
desmentidas, retorcidas.
Vou contar de nossas vidas
pouco a pouco reveladas.
Num cavalo galopante
minha capa dançava com o vento
De súbito, parei ao ver-te
e salvei minha donzela.
hasteei minha bandeira
ecoei minha vitória
e lancei pelo castelo
Flores vinho e muita carne
Sonho
Vou te envolver com o amargor
da minha boca de cevada.
Numa mordida rouca
que deixará tua alma decepada,
desesperada por me ter.
Vou mergulhar no teu perfume
e lavar meu coração
nas águas puras
de um amor cristão
Vou tremer ante teus olhos
Comovido pelo amor
Mas não vou me remoer
Se nada disso acontecer.
da minha boca de cevada.
Numa mordida rouca
que deixará tua alma decepada,
desesperada por me ter.
Vou mergulhar no teu perfume
e lavar meu coração
nas águas puras
de um amor cristão
Vou tremer ante teus olhos
Comovido pelo amor
Mas não vou me remoer
Se nada disso acontecer.
Gênesis I
Certa vez, uma sementinha
caiu das mãos de Deus
num vasinho do Universo.
A semente germinou,
dando lugar a uma plantinha esquisita,
que aos poucos, soltou-se de suas raízes.
A plantinha tinha dois braços,
duas pernas e uma cabeça.
E, com os olhos de sua cabeça,
viu que era diferente das demais.
Como se sentia muito só
perante a mata verde,
a planta se dividiu,
Criando sua primeira irmã.
Naquele tempo não existia espelho,
e só ao ver sua cópia,
é que a plantinha descobriu
o quanto era bonita. E se apaixonou.
Continua: Gênesis II
caiu das mãos de Deus
num vasinho do Universo.
A semente germinou,
dando lugar a uma plantinha esquisita,
que aos poucos, soltou-se de suas raízes.
A plantinha tinha dois braços,
duas pernas e uma cabeça.
E, com os olhos de sua cabeça,
viu que era diferente das demais.
Como se sentia muito só
perante a mata verde,
a planta se dividiu,
Criando sua primeira irmã.
Naquele tempo não existia espelho,
e só ao ver sua cópia,
é que a plantinha descobriu
o quanto era bonita. E se apaixonou.
Continua: Gênesis II
domingo, 5 de agosto de 2007
Um beijo de eternidade
Por entre as árvores do Paraíso,
Adão e Eva se beijaram.
Um beijo quase casto,
Por vezes puro, outras nefasto.
E desse beijo de eternidade,
escondido dos olhos de Deus
pela copa de uma macieira,
Surgimos nós, a humanidade.
E deste dia em diante,
desaprendemos a amar.
Mas hoje, enquanto te vejo,
Reaprendo o verdadeiro sentido da vida.
Adão e Eva se beijaram.
Um beijo quase casto,
Por vezes puro, outras nefasto.
E desse beijo de eternidade,
escondido dos olhos de Deus
pela copa de uma macieira,
Surgimos nós, a humanidade.
E deste dia em diante,
desaprendemos a amar.
Mas hoje, enquanto te vejo,
Reaprendo o verdadeiro sentido da vida.
Medo
Medo.
Medo de me perder
Na imensidão do seu olhar
Medo de me afogar
nos seus lábios cheios de sabor.
Medo de me perder
Na imensidão do seu olhar
Medo de me afogar
nos seus lábios cheios de sabor.
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