Dedicatória

Dedico este blog a todas as palavras a serem sentidas, a todos os sentidos a serem floridos, a todos os sorrisos e risos. Às pessoas prontas para sorrir e às maduras o suficiente pra chorar. Dedico a quem sabe amar e gargalhar... a quem pode se orgulhar! Dedico também à espontaneidade, que é mãe da boa poesia e da filosofia. e já que falamos da mãe, falemos também do pai, que é o sentimento que semeia a espontaneidade para gerar sublime deusa, poesia. Dedico à poesia, a poesia. Ao amor, mil utopias. Dedico este blog a quem me faz sofrer, já que o sofrimento é irmão do sentimento, que é pai da poesia. dedico também, e principalmente, aos amigos de verdade, àqueles que — nem eu nem eles — não têm falsidade.

terça-feira, 12 de dezembro de 2006

Teu brilho

O brilho que tu dás
às estrelas...
E a Paz!

Ambos netos
de um mesmo avô,
O sol.

tranmite a mim,
Calor lancinante
Que superaquece.

Derrete meu Chumbo.
E seu amor,
O transmuta Ouro.

Esculturas

Observo à mulher
com os olhos da criança,
ante cara escultura.

Dedos curiosos,
lábios mordiscados,
olhar pesaroso de não poder tocar

Só diferimos,
a criança e eu,
em um ponto.

A criança desconhece que a satisfação
da escultura, ante delicado toque,
é maior que a dela em tocar.

sábado, 9 de dezembro de 2006

E pensar que pensei em você

E pensar que
pensei em você.
Que SONHEI com você
Que escrevi pra vocÊ

Aliás!
São palavras que tu quer?!
Que as tenha!
Saiba que amor de um só
é desdenha!

E palavras de desdenha,
não são poesia.
No máximo,
mera hipocrisia.

Se lhe conforta pensar
Que as gotas no papel
são para ti...
Saiba que não...

Não me importas
tanto assim
As lágrimas são
ao que cri irmão

Mas se achou
Que não valia a pena
Que pena...
PRA VOCÊ!

quarta-feira, 6 de dezembro de 2006

Rainha dos sonhos

As horas passam sem sono
Os olhos pesam seu corpo,
Os pesos medem seus lábios
Os lábios se tocam, em sonho.

Somos rei e rainha,
O lobo e a águia
A água e o fogo.
Somos tudo, nos sonhos

Os olhos se cruzam risonhos
O tédio se esvai aos poucos
E a vida flui...
sentido!

Somos rei e rainha,
O lobo e a águia
A água e o fogo.
Somos tudo, nos sonhos

Janelas se abrem
e olhos se fecham.
os corpos se tocam,
os toques encantam

Somos rei e rainha,
O lobo e a águia
A água e o fogo.
Somos tudo, nos sonhos

domingo, 3 de dezembro de 2006

Viver

Cansei de lutar,
de remexer as correntes.
Aprendi a viver
apenas pra viver consciente.

A vida me leva
e eu levo a vida.
A vivo bem vivida,
e a tenho como amiga...

E quando a vida
se vê nossa amiga,
sorri para nós,
e nos trata como reis.

nos põe de camarote
para assistir sua peça
Nos paga um jantar,
Nos leva às festas.

Quem é amigo da vida,
Não se preocupa
Com o crediário,
VIVE.

sexta-feira, 1 de dezembro de 2006

Coisa de criança

Poesia, é coisa de criança.
Criança pobre de espírito,
que brinca com palavras
por não ter um Deus com quem brincar.

Poesia é coisa de criança,
Criança boba e fútil,
Que cuida da beleza das palavras
por não ter um espelho pra se olhar

Poesia é coisa de criança,
Criança que sabe o que faz,
Que vela, para que todas as outras crianças,
Durmam em paz...

Não sei.

Eu não sei se sinto
ou se minto.
Eu não sei o que pinto,
as cores que se escolhem.

Eu não sei se choro
ou se beijo.
Eu não sei o que vejo,
Os olhos seguem sozinhos.

Eu não sei se toco
ou se me tocam.
Eu não sei os limites
das ondas que emito.

Eu não sei o que sei
nem o que não sei.
Eu não sei que não sei,
não sei, não sei...