Dedicatória

Dedico este blog a todas as palavras a serem sentidas, a todos os sentidos a serem floridos, a todos os sorrisos e risos. Às pessoas prontas para sorrir e às maduras o suficiente pra chorar. Dedico a quem sabe amar e gargalhar... a quem pode se orgulhar! Dedico também à espontaneidade, que é mãe da boa poesia e da filosofia. e já que falamos da mãe, falemos também do pai, que é o sentimento que semeia a espontaneidade para gerar sublime deusa, poesia. Dedico à poesia, a poesia. Ao amor, mil utopias. Dedico este blog a quem me faz sofrer, já que o sofrimento é irmão do sentimento, que é pai da poesia. dedico também, e principalmente, aos amigos de verdade, àqueles que — nem eu nem eles — não têm falsidade.

quarta-feira, 8 de agosto de 2007

Nossas Vidas

Vou contar de nossas vidas
desmentidas, retorcidas.
Vou contar de nossas vidas
pouco a pouco reveladas.

Num cavalo galopante
minha capa dançava com o vento
De súbito, parei ao ver-te
e salvei minha donzela.

hasteei minha bandeira
ecoei minha vitória
e lancei pelo castelo
Flores vinho e muita carne

Sonho

Vou te envolver com o amargor
da minha boca de cevada.
Numa mordida rouca
que deixará tua alma decepada,
desesperada por me ter.

Vou mergulhar no teu perfume
e lavar meu coração
nas águas puras
de um amor cristão

Vou tremer ante teus olhos
Comovido pelo amor
Mas não vou me remoer
Se nada disso acontecer.

Gênesis I

Certa vez, uma sementinha
caiu das mãos de Deus
num vasinho do Universo.

A semente germinou,
dando lugar a uma plantinha esquisita,
que aos poucos, soltou-se de suas raízes.

A plantinha tinha dois braços,
duas pernas e uma cabeça.
E, com os olhos de sua cabeça,
viu que era diferente das demais.

Como se sentia muito só
perante a mata verde,
a planta se dividiu,
Criando sua primeira irmã.

Naquele tempo não existia espelho,
e só ao ver sua cópia,
é que a plantinha descobriu
o quanto era bonita. E se apaixonou.

Continua: Gênesis II

domingo, 5 de agosto de 2007

Um beijo de eternidade

Por entre as árvores do Paraíso,
Adão e Eva se beijaram.
Um beijo quase casto,
Por vezes puro, outras nefasto.

E desse beijo de eternidade,
escondido dos olhos de Deus
pela copa de uma macieira,
Surgimos nós, a humanidade.

E deste dia em diante,
desaprendemos a amar.
Mas hoje, enquanto te vejo,
Reaprendo o verdadeiro sentido da vida.

Medo

Medo.
Medo de me perder
Na imensidão do seu olhar
Medo de me afogar
nos seus lábios cheios de sabor.

terça-feira, 31 de julho de 2007

Caminho do Sol

Certa vez me encontrei...
perdido numa estrada,
longe de todos e de ninguém
numa dualidade infinita

Estrada de extremos tão bonitos...
atraindo-me para fora dela
Mas seguindo, sem pensar,
pois o caminho só se segue pelo meio

e pelo meio tropeçante
andamos sem ver,
no final do horizonte,
a dobra do caminho

Quando encontrarmos,
enfim, cansados e surrados,
a dobra além do infinito
Nem um banho tomaremos.

Felizes e risonhos,
voltaremos ao início
Para dar as mãos
e apontar a linha.

quarta-feira, 4 de julho de 2007

Devi Kundalini

Mil cores se mesclam no céu
e descem em espiral rodopiante,
tocando o topo de minha cabeça,
penetrando-a.

Mil chamas ascendem por minha espinha dorsal
e minha mãe me toca a nuca
em momentos de êxtase e euforia.

IAO, IAO, IAO
Cantamos em ressonância!
RAM-IO, RAM-IO, RAM-IO,
Vibramos em concordância!

Ritmicamente, dançamos em poesia.
Constantes no amor,
e lutando contra a heresia,
Transmutemos os corpos!

Oh! Devi Kundalini, Divina Mãe Interna
Sussurre-me seus imortais segredos,
Conduza-me aos portais secretos!
Ascenda! em Magia!

Carregue-me ao teu Templo-Coração!
Preencha com amor a minha oração!
Oh! Devi Shakti!
Oh tu, que és meu tudo e meu nada,
permita-me empunhar tua espada!