Humilde e indigna homenagem a Fernando Pessoa e Dante Alighieri,
que são nesta obra meus inspiradores.
Me perdoem, indiretos mentores,
mas foi o melhor que consegui.
Eis que em nova jornada me encontro
mas desta vez, traje e destino são outros.
O chapéu e o bigode ficam para trás,
Assim como o destino caloroso e apraz.
Não que o novo caminho me desagrade,
- quem não gostaria de cumprir seu destino de frade? -
Mas os rios do verão são mais caudalosos,
E suas curvas os fazem mais prazerosos.
E nesta minha inconstância
de trajes, destinos e ânsia,
De poucas coisas não desisti
entre tantas experiências que vivi
Uma delas, posso dizer de fato,
são as mudanças: contínuo ato
de seguir livre como o vento
e, como ele, repousar ao relento.
Se há outra coisa que não me magoa
Por ser em mim imutável como a lagoa
é o Amor a todos equivalente (sem pausas)
que me revigora constantemente.
E ao lembrar de ventos e lagos,
à memória me vem ultima permanência que não causa estragos:
Ser, da natureza e do Universo,
um dos raros intérpretes em prosa e verso.
Dedicatória
Dedico este blog a todas as palavras a serem sentidas, a todos os sentidos a serem floridos, a todos os sorrisos e risos. Às pessoas prontas para sorrir e às maduras o suficiente pra chorar. Dedico a quem sabe amar e gargalhar... a quem pode se orgulhar!
Dedico também à espontaneidade, que é mãe da boa poesia e da filosofia. e já que falamos da mãe, falemos também do pai, que é o sentimento que semeia a espontaneidade para gerar sublime deusa, poesia.
Dedico à poesia, a poesia. Ao amor, mil utopias. Dedico este blog a quem me faz sofrer, já que o sofrimento é irmão do sentimento, que é pai da poesia. dedico também, e principalmente, aos amigos de verdade, àqueles que — nem eu nem eles — não têm falsidade.
quarta-feira, 24 de junho de 2009
domingo, 12 de abril de 2009
Mudanças
Muita coisa muda em sete meses
Muda-se o tempo, os sorrisos e os prantos,
Mudam-se as finanças do mundo inteiro
Mudam-se as estações do ano, duas vezes.
Muita coisa muda em sete meses
Mudam-se fótons e mudam-se quantuns
Mudam-se prótons, nêutrons e elétrons
Mudam-se amigos, companhias se vão
Mudam-se as metas, e até alguns tropeços se mudam
— estes para bem longe, quiçá —
E dentro de tanta mudança, muda até o meu amor por ti
Muda para mais, para melhor,
muda e transmuta aquilo que ainda há de se mudar de mim.
Muda-se o tempo, os sorrisos e os prantos,
Mudam-se as finanças do mundo inteiro
Mudam-se as estações do ano, duas vezes.
Muita coisa muda em sete meses
Mudam-se fótons e mudam-se quantuns
Mudam-se prótons, nêutrons e elétrons
Mudam-se amigos, companhias se vão
Mudam-se as metas, e até alguns tropeços se mudam
— estes para bem longe, quiçá —
E dentro de tanta mudança, muda até o meu amor por ti
Muda para mais, para melhor,
muda e transmuta aquilo que ainda há de se mudar de mim.
quinta-feira, 22 de janeiro de 2009
quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
Inspirar+ação
Por Priscilla Lobo de Araújo
Quando nada mais faz sentido, todas as possibilidades se esgotam pelo tempo.
Aparece você num breve fim de tarde para alterar meu destino.
Talvez o destino de sofrer pelo nada em que se transformou meu dia.
Senti algo diferente quando as luzes se acenderam. As luzes do meu sorriso por ti. Pelas coisas tuas.
Pensamentos, palavras e possibilidades. Apenas Senti.
O amor só se faz sentir quando pode ser ofertado. É uma troca. Uma iguaria divina.
Ainda que esse desfrute seja o amor ofertado em carinho das minhas mãos pelos meus pés.
Coletivo e não individual.
E então, as luzes se acendem: a felicidade brilha nos olhos.
Os sorrisos desabrocham em mim cultivados pelo teu amor.
Amor de inspiração, de um fim de tarde. Me sinto poeta, tarde,
por não desabrochar antes e me tornar bela flor.
Por que a demora, se somente precisava do teu adubo?
Da energia que faria até as estrelas no céu acenderem?
Já é hora de partir. Partir para a noite já preparada em meu leito, onde não te encontro.
Impossível seria deixar de perceber que hoje, num dia que mudei o destino,
desabrochei em flor alimentada pelo teu doce amor.
Quando nada mais faz sentido, todas as possibilidades se esgotam pelo tempo.
Aparece você num breve fim de tarde para alterar meu destino.
Talvez o destino de sofrer pelo nada em que se transformou meu dia.
Senti algo diferente quando as luzes se acenderam. As luzes do meu sorriso por ti. Pelas coisas tuas.
Pensamentos, palavras e possibilidades. Apenas Senti.
O amor só se faz sentir quando pode ser ofertado. É uma troca. Uma iguaria divina.
Ainda que esse desfrute seja o amor ofertado em carinho das minhas mãos pelos meus pés.
Coletivo e não individual.
E então, as luzes se acendem: a felicidade brilha nos olhos.
Os sorrisos desabrocham em mim cultivados pelo teu amor.
Amor de inspiração, de um fim de tarde. Me sinto poeta, tarde,
por não desabrochar antes e me tornar bela flor.
Por que a demora, se somente precisava do teu adubo?
Da energia que faria até as estrelas no céu acenderem?
Já é hora de partir. Partir para a noite já preparada em meu leito, onde não te encontro.
Impossível seria deixar de perceber que hoje, num dia que mudei o destino,
desabrochei em flor alimentada pelo teu doce amor.
domingo, 10 de agosto de 2008
Meu Amor e Teu Amor
Meu Amor
E nasceu o amor,
que fez desabrochar a flor.
E cresceu, em ardor,
para alimentar o fogo.
Me penetrou pelos teus poros,
Me absorveu sob o teu colo
e dançou espiralado
Desde o ventre do fogo até o céu estrelado.
Me unificou com você,
Me fez te amar e te ser
e por si só, se fez crescer
como fermento no bolo.
Ganhou pernas, ganhou braços
e aprendeu a dar abraços,
a beijar profundamente
e um pouco mais também.
E pediu mais, e mais,
E de tanto pedir, ganhou.
Aflorou em muitos berços
E dominou o Universo.
E por ter perdido a graça,
Criou seus próprios mundos.
Mas nunca se esqueceu de você,
Meu amor...
Teu Amor
Nada a declarar! Somente o Amor!
Obrigada por tanto amor, e por tal amor.
Amor que cura, que transforma
Que retorna ao âmago do peito
E faz retomar sensações perdidas pelo tempo afora.
Nada a declarar,
Só a declamar, o sentimento vivo
Que me alegra e faz desabrochar,
A cada manhã, a cada cantar.
Se soubesse como te ter aqui,
Reaprenderia novamente a lição
Pois já o tenho,
Glorioso e angustiante,
Pulsando em meu coração.
Nada mais tenho a querer,
Senão o amor que tenho de você.
É ele que move meu mundo
Que me faz rir, extasiar, florescer.
Te tocar será uma dádida,
pois o meu sentir já é completo.
Te ter aqui, lá adiante é o meu maior presente.
Te sinto! Estamos muito perto.
Mais que perto, vivo!
Mais que vivo, dentro!
Satisfazendo meu corpo, animando minh'alma.
Esse é o meu diário alento.
Já sei o que sinto por dentro:
É o fogo sagrado,
Alimentado por teu suave vento.
Te amo!
***Um presente que eu ganhei***
E nasceu o amor,
que fez desabrochar a flor.
E cresceu, em ardor,
para alimentar o fogo.
Me penetrou pelos teus poros,
Me absorveu sob o teu colo
e dançou espiralado
Desde o ventre do fogo até o céu estrelado.
Me unificou com você,
Me fez te amar e te ser
e por si só, se fez crescer
como fermento no bolo.
Ganhou pernas, ganhou braços
e aprendeu a dar abraços,
a beijar profundamente
e um pouco mais também.
E pediu mais, e mais,
E de tanto pedir, ganhou.
Aflorou em muitos berços
E dominou o Universo.
E por ter perdido a graça,
Criou seus próprios mundos.
Mas nunca se esqueceu de você,
Meu amor...
Teu Amor
Nada a declarar! Somente o Amor!
Obrigada por tanto amor, e por tal amor.
Amor que cura, que transforma
Que retorna ao âmago do peito
E faz retomar sensações perdidas pelo tempo afora.
Nada a declarar,
Só a declamar, o sentimento vivo
Que me alegra e faz desabrochar,
A cada manhã, a cada cantar.
Se soubesse como te ter aqui,
Reaprenderia novamente a lição
Pois já o tenho,
Glorioso e angustiante,
Pulsando em meu coração.
Nada mais tenho a querer,
Senão o amor que tenho de você.
É ele que move meu mundo
Que me faz rir, extasiar, florescer.
Te tocar será uma dádida,
pois o meu sentir já é completo.
Te ter aqui, lá adiante é o meu maior presente.
Te sinto! Estamos muito perto.
Mais que perto, vivo!
Mais que vivo, dentro!
Satisfazendo meu corpo, animando minh'alma.
Esse é o meu diário alento.
Já sei o que sinto por dentro:
É o fogo sagrado,
Alimentado por teu suave vento.
Te amo!
***Um presente que eu ganhei***
Quero Teus Beijos
Eu quero teus beijos
Num barquinho a velejar
Solitário, num braço de mar
E sozinhos, eu e tu a nos amar
E que esse barco deixe para trás o Rio
e janeiro e fevereiro, que se vão também
Para o barquinho penetrar o oceano
Como minh'alma penetra a tua.
Nua e crua, minh'alma e a tua
individuais, porém unas,
Como tudo, como o Todo.
Como o Universo:
Comum... em verso...
Num barquinho a velejar
Solitário, num braço de mar
E sozinhos, eu e tu a nos amar
E que esse barco deixe para trás o Rio
e janeiro e fevereiro, que se vão também
Para o barquinho penetrar o oceano
Como minh'alma penetra a tua.
Nua e crua, minh'alma e a tua
individuais, porém unas,
Como tudo, como o Todo.
Como o Universo:
Comum... em verso...
quarta-feira, 18 de junho de 2008
Sentindo
A vida não tem sentido
Flui para cima, para baixo,
Para a frente e para trás
e por mais que procure,
continua sem sentido.
A vida, é um amontoado de sentimentos
sensações fortes e fracas
que no final das contas
não fazem o menor sentido.
Sentimo-nos felizes agora,
e, mais tarde, sentimo-nos tristes
Sentimos o amor infinito,
Sentimos o fim de tudo chegar.
Analisamos friamente alguns sentimentos
e vivemos impulsivamente outros.
Mas sem dúvida, fazemos tudo errado.
E os poetas embelezam o resultado.
Porém, Falar de sentimento não é sentir.
Ter tal dicernimento, também não.
Mas muitos poetas por aí vêm e vão
crendo-se escritores do sentir.
Pergunte-se, sempre que for dormir:
O que eu senti hoje?
Flui para cima, para baixo,
Para a frente e para trás
e por mais que procure,
continua sem sentido.
A vida, é um amontoado de sentimentos
sensações fortes e fracas
que no final das contas
não fazem o menor sentido.
Sentimo-nos felizes agora,
e, mais tarde, sentimo-nos tristes
Sentimos o amor infinito,
Sentimos o fim de tudo chegar.
Analisamos friamente alguns sentimentos
e vivemos impulsivamente outros.
Mas sem dúvida, fazemos tudo errado.
E os poetas embelezam o resultado.
Porém, Falar de sentimento não é sentir.
Ter tal dicernimento, também não.
Mas muitos poetas por aí vêm e vão
crendo-se escritores do sentir.
Pergunte-se, sempre que for dormir:
O que eu senti hoje?
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