Quanto mais eu crio,
Mais eu amo criar.
Quanto mais poesia...
Quanto mais eu vivo,
Mais eu amo viver.
Quanto mais contigo...
Dedicatória
Dedico este blog a todas as palavras a serem sentidas, a todos os sentidos a serem floridos, a todos os sorrisos e risos. Às pessoas prontas para sorrir e às maduras o suficiente pra chorar. Dedico a quem sabe amar e gargalhar... a quem pode se orgulhar!
Dedico também à espontaneidade, que é mãe da boa poesia e da filosofia. e já que falamos da mãe, falemos também do pai, que é o sentimento que semeia a espontaneidade para gerar sublime deusa, poesia.
Dedico à poesia, a poesia. Ao amor, mil utopias. Dedico este blog a quem me faz sofrer, já que o sofrimento é irmão do sentimento, que é pai da poesia. dedico também, e principalmente, aos amigos de verdade, àqueles que — nem eu nem eles — não têm falsidade.
quinta-feira, 14 de julho de 2011
terça-feira, 12 de julho de 2011
Gravidade
Grave, idade...
Grave bem fundo e forte a sua marca.
Deixe impregnada sua importância
na amadurescência das coisas e das Mentes.
Grave, idade...
e faça florescer o que há de real em tudo.
Ressalte os traços naturais, apague os falsos rastros.
Grave tua marca a ferro e fogo, idade.
Grave a tua forma, a tua força,
Imprima em tudo a Beleza do tempo...
A constância eterna e imutável:
Tic-Tac.
Grave bem fundo e forte a sua marca.
Deixe impregnada sua importância
na amadurescência das coisas e das Mentes.
Grave, idade...
e faça florescer o que há de real em tudo.
Ressalte os traços naturais, apague os falsos rastros.
Grave tua marca a ferro e fogo, idade.
Grave a tua forma, a tua força,
Imprima em tudo a Beleza do tempo...
A constância eterna e imutável:
Tic-Tac.
segunda-feira, 11 de julho de 2011
Wabi-Sabi - A Velha Beleza
Me agradam as rugas das mulheres maduras
Me agrada a marcada textura da madeira antiga
O trincado na pintura dos móveis é belo aos meus olhos,
As rachaduras na parede e o limo nos tijolos
Me toca fundo a ação das forças da Natureza,
Pois a Beleza Universal está na forma natural.
Na perfeita imperfeição da falha, reside a Beleza
que o Tempo — e só o Tempo — poderá melhorar.
A ação do tempo é a mão de Deus
sobre o que o homem criou.
Mas por fugir-lhe ao controle,
o homem apaga esta marca:
Esfrega o limo e cobre a rachadura
Repinta a pintura, lixa a madeira
e estica as rugas.
E como retoque final, tapa o Sol com peneira.
Me agrada a marcada textura da madeira antiga
O trincado na pintura dos móveis é belo aos meus olhos,
As rachaduras na parede e o limo nos tijolos
Me toca fundo a ação das forças da Natureza,
Pois a Beleza Universal está na forma natural.
Na perfeita imperfeição da falha, reside a Beleza
que o Tempo — e só o Tempo — poderá melhorar.
A ação do tempo é a mão de Deus
sobre o que o homem criou.
Mas por fugir-lhe ao controle,
o homem apaga esta marca:
Esfrega o limo e cobre a rachadura
Repinta a pintura, lixa a madeira
e estica as rugas.
E como retoque final, tapa o Sol com peneira.
quarta-feira, 6 de julho de 2011
Sintetizamor
E se eu tiver pra ti
Um sonho bom,
Posso dividir?
E se eu 'tiver' aqui
e te ver passar,
Posso te segurar junto ?
Posso te sentir...
Se tiver que ser,
Será que será?
Se eu te der o que toda mulher sonhou
Posso ter de você um sonho em Sol Maior?
Posso te cantar, mesmo se eu desafinar?
E se nós dois, juntos, formos mais
Sintéticos, estéticos, poéticos
Que tal sintetizarmos a beleza dessas Poesias em amor?
Um sonho bom,
Posso dividir?
E se eu 'tiver' aqui
e te ver passar,
Posso te segurar junto ?
Posso te sentir...
Se tiver que ser,
Será que será?
Se eu te der o que toda mulher sonhou
Posso ter de você um sonho em Sol Maior?
Posso te cantar, mesmo se eu desafinar?
E se nós dois, juntos, formos mais
Sintéticos, estéticos, poéticos
Que tal sintetizarmos a beleza dessas Poesias em amor?
quinta-feira, 30 de junho de 2011
Micro-Esfera
Minha poesia é meu melhor meio de filosofar
Ao escrever, questiono as nuances da vida
Remeço as minhas medidas,
Repenso os meus pensamentos.
E se num estudo filosófico me visto de máscaras
Não consigo mantê-las de pé na minha poesia
caem, uma a uma, todas, e me vejo nú,
perante o espelho da Alma.
Só aqui saberei quem realmente em mim está filosofando.
O questionador ou o respondedor,
O professor ou o aluno,
o vago... ou o Uno.
Só por trás destes versos é que tenho o meu canto,
meu Universo particular, uma esfera só minha
Pequenina, ou até, quiçá, micro,
Mas só minha
Ao escrever, questiono as nuances da vida
Remeço as minhas medidas,
Repenso os meus pensamentos.
E se num estudo filosófico me visto de máscaras
Não consigo mantê-las de pé na minha poesia
caem, uma a uma, todas, e me vejo nú,
perante o espelho da Alma.
Só aqui saberei quem realmente em mim está filosofando.
O questionador ou o respondedor,
O professor ou o aluno,
o vago... ou o Uno.
Só por trás destes versos é que tenho o meu canto,
meu Universo particular, uma esfera só minha
Pequenina, ou até, quiçá, micro,
Mas só minha
sexta-feira, 24 de junho de 2011
Estética, Poética
Eu, logo eu,
Que sempre me esquivei da métrica,
Do respeito às boas formas poéticas
E até da rima precisa sem sentir.
Hoje me prendo à cotas e metros,
Eu que me furtei da técnica literária
Hoje me atenho à estética
Me vejo escravo da beleza,
buscando o equilíbrio da forma, da cor...
Eu que neguei render a poesia
Mas rendi o traço ao invés,
Será que terei o meu revés?
Que sempre me esquivei da métrica,
Do respeito às boas formas poéticas
E até da rima precisa sem sentir.
Hoje me prendo à cotas e metros,
Eu que me furtei da técnica literária
Hoje me atenho à estética
Me vejo escravo da beleza,
buscando o equilíbrio da forma, da cor...
Eu que neguei render a poesia
Mas rendi o traço ao invés,
Será que terei o meu revés?
domingo, 12 de junho de 2011
Se o sono me fugir
E se o sono me fugir, querida, como fugiu esta noite...
Que eu tenha seus olhos para olhar, e bem perto de mim
Pois eu jamais canso de olhar as estrelas,
E tê-las mais perto de mim é um sonho, sim.
No entanto, não sou como a sábia Helena,
Que as pintou em muros e se satisfez.
Preciso que elas cheguem naturalmente para perto de mim
E caso se escondam, que seja para um profundo e longo beijo.
Que eu tenha seus olhos para olhar, e bem perto de mim
Pois eu jamais canso de olhar as estrelas,
E tê-las mais perto de mim é um sonho, sim.
No entanto, não sou como a sábia Helena,
Que as pintou em muros e se satisfez.
Preciso que elas cheguem naturalmente para perto de mim
E caso se escondam, que seja para um profundo e longo beijo.
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