Dedicatória

Dedico este blog a todas as palavras a serem sentidas, a todos os sentidos a serem floridos, a todos os sorrisos e risos. Às pessoas prontas para sorrir e às maduras o suficiente pra chorar. Dedico a quem sabe amar e gargalhar... a quem pode se orgulhar! Dedico também à espontaneidade, que é mãe da boa poesia e da filosofia. e já que falamos da mãe, falemos também do pai, que é o sentimento que semeia a espontaneidade para gerar sublime deusa, poesia. Dedico à poesia, a poesia. Ao amor, mil utopias. Dedico este blog a quem me faz sofrer, já que o sofrimento é irmão do sentimento, que é pai da poesia. dedico também, e principalmente, aos amigos de verdade, àqueles que — nem eu nem eles — não têm falsidade.

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Flores


"Quem não planta jardins por dentro, não planta jardins por fora e nem passeia por eles"
Rubem Alves


Certa vez me disseram,
fruto de um desatino, quiçá,
Que amar é como colher uma flor
Num jardim colorido.

Você escolhe a mais bonita,
e coloca em seu vaso favorito,
bem à entrada de sua casa,
para que todos vejam.

Mas com o tempo ela murcha,
Perde pétalas, cor, perfume
e por fim, perde então a vida.

Então você recolhe ela,
troca a água do vaso
e vai a outro jardim colorido,
buscar outra cor de flor.

Mas quem diz isso,
Não sabe que flores colhidas
também se planta e se rega
também se ama e se cuida.

Soubessem disso,
estes pobres tolos,
saberiam que 'inda assim
murcham e morrem as flores.

Mas muito embora morram,
Se renovam e se multiplicam,
e surgem mais belas e fortes que antes.
E ficam sempre à vista de todos.

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Mo(nu)mento

Construo, hoje, um monumento
E, despido de ambições,
Honro o momento.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Beijo Proibido

gosto sempre de dosar minha vida
entre doces e salgados,
azedos e amargos...
entre certos e errados

E entre o desejo e o conflito,
gostei do seu beijo proibido...
E entre o suco e o cinema,
gostei do seu beijo proibido.

Gosto de dosar minha vida
entre o céu e o oceano,
a guitarra e o piano
um bom livro e uma cama.

Sou um homem de prazeres...
um adorador dos sentidos
mas entre tantos permitidos,
Fico com seu beijo... proibido.

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Quinto Elemento

Se o Uno dividido forma o Dual,
E de sua reunião, surge o Ternário desta dimensão
concatenada em quatro elementos básicos:
Terra e Ar, Fogo e Água.

Duplo romance natural
Gerador de equilíbrio universal
E surge como ponto central desta balança
Figura mágica, Homem Celestial.

Que tendo um pé na Terra, outro n'Água,
Numa mão o Ar, n'outra o Fogo,
reúne em seu coração os elementos
Para em Amor transmutá-los em Éter superior.

Quinto Elemento, de natureza mental
capaz de pelas ordens do Homem Consciente,
Tomar a forma desejada por seu dirigente.
E assim, na matéria se concretizar.

terça-feira, 10 de abril de 2012

Quixote

Tenho meus dias de Amor,
Meus dias de humor,
De tristeza ou pavor.

Mas tenho em mim,
Algo que transcende todos os dias,
Sejam de dor ou alegria.

Tenho a calma aconchegante do Oceano
Que mesmo turbulento e revolto por cima,
Tem seu âmago claro, calmo e resplandescente.

E é nessa Pacífica Alma
que reside meu eu de Poeta,
Parte essencial do meu ser.

Essencial pois traça invisível elo
Entre o Interno Real
e o imaginário externo.

Permitindo-me assim, o vislumbre
De que os temíveis dragões
Não são além de moinhos.

sem título

*** Poesia inacabada, que começa pelo meio. Embora o início ainda não exista, um dia virá, e quem sabe também chegue novo fim ***

Oh, jovem dama!
Quem crês ser tu,
Para se ver capaz
de julgar-me um coração impuro?

Pois se é do peito
que me brotam sentimentos lascivos,
como desejo e ódio,
saiba que não são eles os únicos.

Também é dali que surgem
o meu amor plácido por ti
e a paz retumbante que povoa meu Ser,
Quando meus olhos fitam os teus.

Veja tu, nobre donzela,
que jamais julguei teus passos.
E se olhei atentamente para eles,
Foi por tê-los caros ao olhar.

Entretanto não me cega
Essa tua graciosidade incontida.
Enxergo-te os erros e tropeços,
mas prefiro atentar-me aos traços livres de imperfeição.

Quiçá fosses tu às qualidades mais atenta,
Estaríamos nós, agora,
A correr e rolar desatentos
Por verdes prados, floridos e de alta relva.

Pudera, mulher, ignorar tu
a métrica incerta dos meus versos
Perceberias que, embora imperfeitos,
foram eles, cuidadosamente, para ti feitos.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Caro Amigo

Ah, incendiário ariano,
tão comedido foi nosso contato primeiro...
Como brasa que se faz intensa ao sopro do meu turbilhão geminiano, porém,
cresceu nossa amizade para consumir um ao outro entre atritos e risadas.

Tamanho meu carinho por ti,
Caro Amigo,
Que desde Portugal vim,
para tropeçar-te nestas tropicais paragens.

Sem métrica ou rima,
mas lírico por natureza,
Esse nosso carinho se mantém em meu peito,
Caro Amigo, Nobre Colega.

Ah, Caro Amigo, Caro Amigo!
Não me importam as escolas,
Não me importam as escolhas.
Só me importa nosso Propósito,

Caro Amigo,
Seguimos afastados, mas juntos.

Mikhael Narduci - por falta de coragem de assinar outro nome.