Dedicatória

Dedico este blog a todas as palavras a serem sentidas, a todos os sentidos a serem floridos, a todos os sorrisos e risos. Às pessoas prontas para sorrir e às maduras o suficiente pra chorar. Dedico a quem sabe amar e gargalhar... a quem pode se orgulhar! Dedico também à espontaneidade, que é mãe da boa poesia e da filosofia. e já que falamos da mãe, falemos também do pai, que é o sentimento que semeia a espontaneidade para gerar sublime deusa, poesia. Dedico à poesia, a poesia. Ao amor, mil utopias. Dedico este blog a quem me faz sofrer, já que o sofrimento é irmão do sentimento, que é pai da poesia. dedico também, e principalmente, aos amigos de verdade, àqueles que — nem eu nem eles — não têm falsidade.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Caro Amigo

Ah, incendiário ariano,
tão comedido foi nosso contato primeiro...
Como brasa que se faz intensa ao sopro do meu turbilhão geminiano, porém,
cresceu nossa amizade para consumir um ao outro entre atritos e risadas.

Tamanho meu carinho por ti,
Caro Amigo,
Que desde Portugal vim,
para tropeçar-te nestas tropicais paragens.

Sem métrica ou rima,
mas lírico por natureza,
Esse nosso carinho se mantém em meu peito,
Caro Amigo, Nobre Colega.

Ah, Caro Amigo, Caro Amigo!
Não me importam as escolas,
Não me importam as escolhas.
Só me importa nosso Propósito,

Caro Amigo,
Seguimos afastados, mas juntos.

Mikhael Narduci - por falta de coragem de assinar outro nome.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Auto-Definição

Designer por profissão, Poeta por vocação, entre os dois pólos, não sou ator por frustração e nem atleta apenas por falta de treino. Músico, não o sou por desafino. Normal, não o sou por desatino. Imperfeito por excelência, sou um apaixonado por — e pela — Natureza. Prisioneiro da muralha que construí à minha volta, sou incansável no trabalho de reencontro comigo mesmo, e a literatura é minha principal ferramenta nesta inacabável tarefa. Talvez por esta afinidade em comum, trago como norte literário Fernando Pessoa.

Tal qual este grande poeta, sou buscador do que há de oculto na mente humana, para assim conhecer o Universo. Dito isso, tenho por natureza incomodar os acomodados e intrigar os incomodados. Raramente, porém, não surpreendo, seja pelo mal ou pelo bem. Gostaria de dizer que como todo geminiano, sou indeciso. Mas os geminianos que conheci são bem mais decididos que eu.

Como confissão final, seria justo dizer que sempre duvidei, e ainda duvido, de tudo que a humanidade comum rotula "real" (Que palavra é essa, afinal?).  Mas para ser sincero, devo dizer que nada disso me define. Como única auto-definição aceitável, diria eu que Sou Eterno.

segunda-feira, 26 de março de 2012

Real

Sei que em qualquer dia,
Em qualquer lugar,
Hei de colher os frutos de tudo o que plantar.

Sei que não é tempo, dinheiro ou espaço que vão me premiar,
mas o prazer que sinto em Realizar.

E no fim da realização terei me tornado,
por excelência, Real. E como membro da realeza,
serei digno de tudo que desejar.

Sejam estes desejos reais ou ilusórios,
Espirituais ou provisórios,
Terei obtido em qualquer das esferas, seu núcleo,
E tão logo, seu todo.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Eu lhe prometo


Eu lhe prometo uma Vida, meu bem
Uma Vida como outra qualquer, nada além...
Lhe prometo momentos de irrestrita alegria
Mas também lhe prometo temporárias monotonias.

Lhe prometo uma Vida Real.
Onde serás minha honrada Rainha
mas não poderei fazer-te feliz para sempre,
Pois estaremos num conto de fadas nem tão ilusório assim.

Não te prometo qualquer coisa que quiser, não,
Pois isso só funciona em filmes
que não mostram lápides no final.
Nem prometo tudo que for meu.

Prometo precisar do meu tempo sozinho,
De algumas noites com meus amigos...
Prometo, de pés juntos, que vou errar,
e talvez te decepcionar.

Mas prometo, acima de tudo,
que vai recompensar.
Prometo que lá no final
vamos olhar para trás e nos regozijar.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

O mundo todo é um só mundo
E assim como a Verdade
Não se limita a uma só bandeira,
pessoa, ídolo ou talismã.

É a Verdade Absoluta como o Sol
Que recobre o bom e o mau,
O rico e o pobre
Em igual intensidade de calor e de luz

E assim como a Luz,
É invisível aos olhos a Verdade, por si só.
Mas ao mesmo tempo, sem ela,
Invisível seria o mundo.

E num abismo escuro e sem fundo
Cairia a humanidade
Sem conhecer um palmo à sua frente
Sem conhecer, sequer, o conceito de frente.

Sêde tu, à Verdade, fiel como os profetas
E serás, quiçá, em tua época,
Taxado como insano ou mal intencionado
Mas lembra, sem esquecer do teu tamanho:
Assim o foram Buda, Sócrates, e até Cristo!

Mestre e Discípulo

Fui teu escudeiro e amigo fiel
E com meu brado o ajudei
a espalhar teu canto inqueridor
aos quatro cantos de uma terra carente de moral

Aprendi, pelo teu exemplo,
A questionar tudo que vejo, penso e sinto
Para compreender que muitas vezes
Até para mim mesmo minto.

Vi-te honrar teu princípio de fidelidade
ao defender teu propósito
até a última gota do veneno
destilado pelos imorais.

E em tua honra, e pelos meus princípios,
Repliquei a tua história na palavra escrita
Pois entre tantos sábios discípulos
A mim coube o feliz destino de transmitir teus ditos.

E mais de dois mil anos depois,
Ainda é de ti que lembram,
Todos os homens do mundo,
Ao lembrar os frutos de uma pátria que vestiste como tua.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Quatro Elementos

És tenra, és terna,
Oh Terra Eterna,
Rodopiante membro
de um ínfimo sistema neste Universo Solar

Em Revoluções Evolutivas,
Oh Terra Eterna,
Transforma estes versos e permite a inúmeros diversos
Aprofundá-los dentro de si no ponto que melhor lhes couber

És Tetrade Una
Oh Terra Eterna
E em seus ciclos mantém os Quatro Elementos
Formadores desta dimensão terceira.

Guarda a Terra os segredos de outrora
Em seus registros akáshicos mais remotos
Mantém retratos de antigas civilizações
Valiosas informações sobre a evolução das almas

Vem a Água nas chuvas e nos rios
E lava as almas, levando o que não cabe mais
Purificando sentimentos, emoções e mentes
Conduzindo, com fluidez, da turbulência à calma

Traz o Vento, em seus sopros uivantes,
As músicas e as artes dos mais longínquos horizontes
E a perfeita liberdade de transformar o mundo
A cada passo, em cada estado, a cada estágio.

Surge o Fogo, Fechador de ciclos
E transmuta os frutos dos outros elementos
Com seu poder de transformar matéria em energia
Criando o mais sublime estado visível nesta dimensão.

Nesta Tétrade sagrada, é função do Homem Maduro
Respeitar, Honrar e acima de tudo Equilibrar valores,
E por fim concatenar dentro de Si,
De cada Elemento, o que há de útil a seu Ser.